Grupo Ria


Seja bem vindo e navegue a vontade.                                                                       Conheça mais sobre o Grupo Ria, suas adaptações, montagens e artistas.

Reconhcimento

Meus anjos tortos

Uma Tarefa gauche essa de fazer teatro. Ângulo reto esse de fazer teatro de poesia. Cubista, dadaísta, surrealista missão. Matemática previsível do fracasso... É o que se espera dos inexperientes que ousam caminhar por esse caminho ladeado por pedras. Tire-a do sapato e do caminho: vá ver o Grupo Ria julgando que o nome diz pouco e por si só imagine que verá um trabalho colegial e imaturo. Mais uma peça teatral feita para preencher os bolsos da indústria proeminente dos vestibulares... Iluda-se e tome outra consciência da vida. Vá... compre o ingresso e somente não se surpreenda se já conhecer seu trabalho. Pois que se o conhece, pule da ribalta e mergulhe em poesia de verdade.
    Todavia, aos que pressupõem bilheteria, tomem em face, de preferência do lado esquerdo: teatro... um tapa... poesia... um beijo... vida... uma verdade... e lágrimas que vi nos olhos de uma platéia aparentemente inexperiente dos palcos, mas nunca ausente da vida. Senhoras e senhores... respeitável público... Apresento os impetuosos, viscerais e ternos meninos (meninos sim, pois que dispõem de uma flor digna dos infantes que descobrem a vida) do Grupo que Ri, que ousaram na proposta e honraram a majestade: os digníssimos, Tiago (que arranca suspiros das meninas incautas no ímpeto juvenil), Aílson (que sorri com a paradoxal enormidade de seu porte físico, que enobrece as paredes com a impostura de sua voz magnânima), José Paulo (que pequeno, ocupa o proscênio dos mares vastos de seu coração), surpreendem... diria, encantam... melhor, atuam... no coração.
    Não bastassem suas presenças, estavam sustentados pela presença inequívoca dos homens que pertencem ao mundo: os Carlos. Propõem uma quadratura: o vestibular. Essa coisa chata e insossa. Penso que esta é uma grandessísima fachada, do tamanho das Muralhas da China, para o que escondem em seus íntimos: respeito ao público, oferecendo qualidade a amantes da poesia, amantes da didática, amantes do teatro... Isto sem perder nenhum dos três, fato raro no gênero da proposta encarada tão preconceituosamente. Não é culpa destes profissionais: há muita porcaria digna de esgoto no mercado, e estes rapazes carregam por sina a obrigatoriedade de resistir apresentando a mais simples solução: o amor pelo que fazem. E graças a Deus, a Baco ou a qualquer santo protetor dos palcos, nos oferecem dramaticidade. Afastem-se os medíocres de sua platéia, ou os insensíveis... não compreenderão suas grandezas.
    Haveria nesta homenagem, um olhar exagerado... talvez... Talvez na minha bagagem crítica tenha me esquecido de mega produções literárias no ambiente teatral: o surpreendente “Os Lusíadas”, produzido por Ruth Escobar e seus milhões de patrocínio, com direito a inauguração do teatro da Estação da Luz. Estava lá. Extasiei-me. Mas não chorei. Realmente maravilhoso. Mas não me torciam lágrimas. Talvez me apenas enchiam os olhos na grandeza lusitana fiel à proposta camoniana. As sucessivas apresentações, regadas a marketing político pela disputa do Teatro Oficina, do antropofágico José Celso Martinez, e sua companhia masturbante de teatro errante, deslocadas da contra-cultural década de 60, e seus “Sertões”, hoje não me trariam ao século XX, como outrora trouxeram Caetano para a nudez no passado. A desnudez, hoje se faz vestida. Neste rastro, muitos buscam ousar, para imitar o mestre canônico de Baco, o demoníaco José Celso, na impostura da adolescência que lota seus palcos na ânsia de uns beijos espaços que já têm os adolescentes na sua vida “ficante” pessoal contemporânea. Não me fizeram chorar. E olha que na última vez que os vi, estava na ilustríssima presença de Caetano Veloso à frente a elogiar-me a noiva, que me acompanhava, com sotaque baianidade-nagõ, virou e disse-lhe presente meu olhar enciumado: Você é linda! Tudo muito teatral. Mas nada disso... fez-me chorar? Não. E se não o fez, não me emocionou. E assim se fizeram teatro, mas não da grandeza que fui ensinado a ver. Falemos dela. Apresentemos, Carlos Drummond de Andrade, encenado pelo Grupo Ria.
    O famoso J.C. Serroni, decerto pensaria em algo semelhante por cenário. Contudo, talvez não da mesma dignidade. Um cartaz em pano, simples e legítimo, com cabeças de pessoas que ocultavam seus rostos em multidão cubista. Nada mais Drummondiano. Óbvio? Não, drummondiano. Um poema além das sete faces. Livros. Óbvio? Novamente, não. Uma rosa simples e plástica? Uma flor e uma náusea, se houvesse asfalto que estivesse ali, na concretude das suas encenações. Tudo bem, os atores foram simples. Estava aí a magia. Som e iluminação apontando para os focos de cena com precisão. Entradas e saídas sem nós. Linearidade espacial e cênica. E se a poesia de Drummond é prosa em poesia, o Grupo Ria é emoção desmedida em profissionalismo métrico. Jovens não entendem nada disto, mas sentem a qualidade.
    A maior dificuldade... todo produtor teatral sabe disso: emendar poemas em texto dramático, enlaçar cenas e encontrar unidade dramática. Uma proposta metalingüística, poderia se tornar um quebra-galho... Mas estes meninos não são “macacos gordos”. São inteligentes. Uniram leitores de Drummond, o próprio Drummond, homens em papéis de eu-lírico feminino, clown do cinematógrafo, e tantos outros mais. Nos cotovelos de cena, renovaram e amalgamaram as disparidades poéticas em texto e ação dramática coerente. Não quiseram chamar a atenção. Fizeram seu papel e grafaram nos corações dos jovens a assinatura de Drummond.
    Não bastasse trouxeram o eco da repetição intencional de Drummond, para o entrecorte dos diálogos, criados para representar o enfadonho e fragmentado sentimento do homem moderno, que não se sente e se fragmenta.
    Nem quando estavam fora de foco, falharam. Drummond não permitiria. Sabem porquê? Ali, sentados a meu lado, o consagrado poeta brasileiro, o Homem do Povo, o quase-prêmio-nobel e um palhaço de cinema mudo, me sorriam uma gota de indignação e vagabundice, inclinando-se, ambos em gesto de reverência e respeito: E agora, José? E agora Paulo? E agora Aíson? E agora Tiago? Smile, though your heart is aching...
    Obrigado meninos, vocês que me fazem rir... com a dignidade de quem chora. Talvez eu entenda de Literatura. Talvez vocês entendam de Teatro. Certamente todos da platéia saímos entendendo de emoção. Fica uma dúvida: e agora José, a peça acabou... uma certeza... um mundo ficou. Espero estar na próxima platéia.
    Com admiração e respeito,
    

Rodrigo Pereira, professor de Literatura dos Colégios Concórdia e Spinosa.




Mensagens de Professores

    Adorei o trabalho do Grupo RIA voltarei com os meus alunos.
    Eliza Mendes – Coltec.
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    Grupo sensacional! Revive as obras com perfeição. Na minha opinião é o melhor grupo que conheço. As melhores adaptações de Machado de Assis.
    Ana Mara Ribeiro Moretti – Centro de Ed. Integrada Cidade dos Meninos.
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    O grupo é excelente, os cenários para a peça O Alienista foram criados com muita sabedoria e inteligência.
    Sueli Ragassi – EE Ondina Rivera Miranda Cintra.
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    Um trabalho ótimo, divulgar a literatura é um bom trabalho, principalmente a nossa arte.
    Renata Lasso – CENLEP.
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    Maravilhoso!!!     Gostei das peças que assisti e os atores estão de parabéns. Espero voltar mais vezes.
    Elisângela Ruth Comunidade da Graça e EE Lindamil Barbosa.
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    Muito bom o trabalho do grupo. Voltaremos com os alunos da escola.
    Isabel Alves de Araújo – Colégio Eduardo Gomes.
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    Gostei muito da peça “O Cortiço”. A peça permite trabalhar com vários assuntos. O Grupo teve uma apresentação espetacular.
    Maria Miquelina - EE Martins Pena.
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    Acho o trabalho do grupo RIA excelente. Facilita a compreensão da nossa literatura.
    Christiane de Aguiar – E E Esther Frankel Sampaio.
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    Perfeita a adaptação.Obrigado pela oportunidade de ver tão belos espetáculos. Excelente trabalho.
    Leda Queiroz – Fatel – Indaiatuba.
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    Excelente, contextualizado, interativo. Parabéns pelo trabalho Grupo RIA!
    Marcelo Mondim – Colégio Luiz Martinez e EE Victor Miguel Romano.
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    Fantástico o trabalho do Grupo RIA, “Memórias Póstumas” insuperável! Parabéns!
    Maria Aparecida da Silva – EE Caramuru e Colégio Satélite.
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    O trabalho do Grupo RIA e excelente, retrata com fidelidade as obras.
    Andréa Lopes Navarro – Colégio Estrela Guia e EE Luzia de Queiroz.
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    Gostei da atuação do Grupo RIA. Foi feita uma adaptação que prende a atenção do público do início ao fim dos espetáculos. Após assistir as apresentações, os alunos poderão interessar-se muito mais pelas obras literárias indicadas sugeridas pelos professores.
    Rosana Occhietti – Inst. Ed. Santa Terezinha e EE Casper Libero – Bragança Paulista.
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    Adoro o trabalho do Grupo RIA. Depois de assistir as peças os meus alunos não acham mais os livros “cansativos” e acabam lendo.
    Vânia Penha de Barros EE Francisco Antunes Filho e Colégio Almeida Gasparim.
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    A montagem é fiel à obra literária e não prejudica a necessidade de o aluno ler a obra.
    Graça Betânia Moraes – Int. Ed. Santa Terezinha.
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    Excelente interpretação sobre a obra.
    Alessandro de Souza – Externato São José.
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    O Grupo RIA é ótimo sempre apresenta clássicos de nossa literatura.
    Marisa Milano Bezerra – Colégio Sena de Miranda.
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    Maravilhoso o trabalha do Grupo, sempre com novidades, já conheço a grupo a muitos anos, e sempre é bom revê-los.
    Ana Maria Silva – Colégio Objetivo Tatuí.
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    São excelentes!!! Estou surpresa. Parabéns! Voltarei e divulgarei o Grupo RIA.
    Erica saddi – Colégio Santa Amália.
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    Muito bom trabalho, desde a dicção que se entende perfeitamente o texto, a direção e adaptação fiel. Parabéns! Tive uma tarde/noite proveitosa.
    Adair Aparecida Sberga – Inst. Nossa Senhora do Carmo.
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    Ótimo, não poderia ser melhor!
    Wagner Modesto – EE Dep. Mauricio Goulant.
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    Uma “aula” sobre o texto do livro, numa apresentação perfeita do perfil do autor.
    Jorge A Cardoso – EE Brig. Faria Lima.
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    O grupo conseguiu atingir o objetivo e transportou o texto para o teatro deixando-o leve, moderno e fiel.
    Agnes Barbosa de farias Brito – Colégio Novo Alicerce.
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    O grupo e a direção são excelentes, fico feliz por freqüentar este teatro junto com meus amigos e alunos. Eles são perfeitos, desde a recepção, até a apresentação dos espetáculos.
    Débora Pereira Groti - - colégio Active.
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    O grupo Ria consegue uma síntese da obra, além de passar as emoções necessárias na caracterização dos personagens.
    Leandrina Bonetti de Góis – Colégio Olga Ferraz
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    É muito importante que o grupo continue com esse trabalho.
    Edna Batista Monteiro – Colégio Active.
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    O Grupo conserva a originalidade da obra e é bem preparado.
    Elaine Aparecida Paiva Soares – Colégio Maria Rosa e EE Horacio Quáglio.
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    Excelente trabalho, dada a limitação financeira que possuem. Realmente conseguem extrair “leite de pedra”
    Rosangela Berani Parigi – Diretora Colégio Criança e Cultura.
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    O grupo é Excelente produz arte com qualidade.
    José Cláudio J da Silva – Colégio Módulo.
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    Gostei das adaptações. O grupo mostrou profissionalismo diante dos recursos disponíveis. Muito bom também a sincronia apresentada entre cenas e parte técnica . Parabéns! Sucesso para que consigam crescer cada vez mais.
    João Freitas da Silva – EE Esli Garcia Diniz.
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    A cada apresentação fico surpreendida! Retratam com muita propriedade, a essência do autor e sua obra. Belo trabalho!
    Luciana Lanfranqui – EMEF João XXXIII e EE Dr. Quirillos.
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    Alem do trabalho de adaptação e montagem das peças serem ótimos. Os atores estão muito bem preparados para apresentar as personagens.
    Silvia Veiga – EE Fabio Eduardo R Esquivel.
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    Acho a iniciativa do Grupo RIA louvável porque qlém de atrair publico para o teatro pode formar um público leitor, instigando e seduzindo a busca do livro.
    Maria de Jesus Souza Matos – EMEF Arquiteto Vilanova Artigas.
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    Acho o trabalho do grupo bem profissional e a atuação é fidedigna; portanto o grupo trabalha também com sensibilidade.
    Rigerio – EE Jose da Costa Boucinhas.
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    Conheço o grupo já há alguns anos e todas as obras. Vocês são excelentes, excepcionais!!! Merecem o apoio para a manutenção dos espetáculos.
    Paulo Celso Colella – EMEF Prof.º Arlindo Correa Neto.
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    A qualidade do evento é o Maximo indiscutível. O elenco é no mínimo e máximo, excelente!
    Silvana Fogaça Grappo – EE Adolfho Pluskant.
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    O Grupo esta bem estruturado e auxilia o aluno na interpretação do texto adaptado com fidelidade.
    Mara Celina Degelio – EE Maria Montessori.
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    É uma iniciativa muito boa para ajudar na melhor compreensão da riqueza da literatura.
    Regiane Santos coelho reis – EE Martins Penna.
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    O grupo dá uma visão perfeita da obra, incentivando o aluno ler.
    Solange Maria Marconi de Carvalho – EE Ermano Marchetti.
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    Grupo RIA parabéns pela evolução constante!
    Edson do Carmo – EE Arthur Chagas Junior.
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    Adaptação perfeita para a compreensão da obra. Minha nota é 10!
    Roseli Cassiano - EE Irmã Annette Marlene de Mello.
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    O grupo foi excelente na retratação do livro, os alunos assimilaram muito bem.
    Roseli Cassiano – EE Irmã Annete M.F. de Mello.
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    Um excelente trabalho, divulga através do teatro nossa cultura literária.
    Edneuza Suniga dos Santos – Escola Pastor Cícero Canuto de Lima.
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    Uma forma magnífica de resgatar para nossos jovens o teatro e a cultura.
    Maria Rosa da Fonseca - EE padre Anchieta.
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    Excelente, grupo bem organizado competente, realmente estão de parabéns!
    Karina Casita Ferreira – EE Maria Jose Antunes.
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    Grupo RIA: sinônimo de profissionalismo, bom humor, e fidelidade nas adaptações.
    Alfredo dos Anjos Gonçalves Neto – EE Adolfo Casais Monteiro.
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    O grupo RIA desenvolve um trabalho de qualidade, preocupando-se com a montagem e a abordagem literária. Trabalho este de difícil elaboração. O Grupo esta de parabéns!
    Edner Morelli – EE Lais Rodrigues Fortes.
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    Excelente esse grupo esse trabalho não pode parar nunca!
    Claudete da Cruz – EE Lauro Gomes de Almeida.
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    Um Excelente grupo, desenvolve um trabalho fabuloso da nossa literatura.
    Elisangela Suniga dos Santos – Escola Camélias Kerr.
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    Amei o trabalho do grupo. È um trabalho maravilhoso e é triste saber que vocês não tem nenhum tipo de apoio.
    Maria Aparecida Ramos – EE Fanny Monzoni
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    Todos os estudantes deveriam ter a oportunidade de ver esse trabalho.
    Lady Sandra Castro – EE Plínio Damasceno Penna.
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    Parabéns, isto é cultura, saber, intelectualidade. Continuem, perseverem!
    Marcia Regina Bonucci Castellano – EE Florinda Cardoso.
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    Estão de parabéns por popularizar a literatura.
    Elisabete Oliveira da Silva – EE Azevedo Ramos.
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    Belo trabalho realizado, trazer a literatura para o palco com muito primor.
    Rubens Barbosa dos Santos – EE Joaquim Eugenio.
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    Apresentação esta adequada ao tema e bem original. Meu conceito para o grupo é excelente!
    Eunides Gomes Bulgaroni – EE João Ramacciotti.




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