Grupo Ria


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A Cidade e as Serras

Eça de Queiróz

Narrado por José Fernandes (personagem secundário), ele centraliza seu interesse na figura de um certo Jacinto, descrevendo-o como um homem extremamente forte e rico, que, embora tenha nascido em Paris, no 202 dos Campos Elíseos, tem seus proventos recolhidos de Portugal, onde a família possui extensas terras, desde os tempos de D. Dinis, com plantações e produção de vinho, cortiça e oliveira, que lhe rendem bem. O avô de Jacinto, também Jacinto, gordo e rico, a quem chamavam D. Galeão, era um fanático miguelista. Quando D. Miguel deixou o poder, Jacinto Galeão exilou-se voluntariamente em Paris, lá morrendo de indigestão. D. Angelina Fafes, após a morte do marido, não regressou a Portugal, e, em Paris, criou seu filho, o franzino e adoentado Cintinho que se casou com a filha de um desembargador, nascendo desta união nosso protagonista.

    Desde pequeno Jacinto brilhara, quer por sua inteligência, quer por sua capacidade. Aos 23 anos tornou-se um soberbo rapaz, vestido impecavelmente, cabelos e bigodes bem tratados, e feliz da vida. Tudo de melhor acontecia com ele, sendo chamado pelos companheiros de “Príncipe da Grã-Ventura”. Positivista animado, Jacinto defendia a idéia de que “o homem só é superiormente feliz quando é superiormente civilizado”. A maior preocupação de Jacinto era defender a tese de que a civilização é cidade grande, é máquina e progresso que chegavam através do fonógrafo, do telefone cujos fios cortam milhares de ruas, barulhos de veículos, multidões... Civilização é enxergar à frente.

    Romance publicado em 1901, um ano depois do falecimento de Eça de Queiróz, escrito em primeira pessoa, por José Fernandes, um personagem secundário, retrata a trajetória de Jacinto, um cidadão fanático pela vida urbana. Jacinto de formação positivista acredita que o homem só é superiormente feliz, quando é superiormente civilizado, cujo regalo acontece num palacete em Paris, ancorado por todos os produtos da modernidade. Mas num certo momento é tomado por um tédio mortal, e então, convida seu amigo José Fernandes para ir para a serra.

    A paisagem serrana provoca um deslumbramento em Jacinto, que se converte ao bucolismo, casa-se com Joaninha, tem filhos, mas não abandona o conforto da tecnologia. Jacinto trás para o campo o necessário da tecnologia para a melhoria dele. Constrói casas para os empregados, hospitais e escolas. Além, de mandar vir luz elétrica para todos. Finda aquietando-se na vida no campo.


Ficha Técnica
Direção e Adaptação: José Paulo Rosa

Elenco:

Adriano Arbol / Gabriel Geraldini
Andreza Rebucci
Adriano Arbol / Gabriel Geraldini
Bruna Ximenes / Mariana Moraes
Flavio Oliveira
Yago Senciani
Wagner Miranda
Zé Alberto Martins / Zé Roberto Marx

Figurino: O Grupo
Cenografia: José Paulo Rosa
Op. Luz Mirabe-




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